FRITZ MÜLLER - O Príncipe dos Observadores (Tour Virtual)

“As Águas do Brasil na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin”

Curadoria: Denise Moura
Período: 22 março a 26 abril -  2017
Sala Multiuso - BBM

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) estima-se que o volume total de água no planeta é de 1,4 bilhões de Km3, mas apenas cerca  de 35milhões de Km3 é de água doce. Desse valor 13,7% encontra-se no território do Brasil, sendo 80% nos rios da Amazônia. São Paulo concentra 1,6% deste valor e o restante está distribuído pelo território. Estes dados significam que o país tem boa parte de responsabilidade sobre a vida humana no planeta e que, portanto, educadores e os poderes públicos devem atuar no sentido de favorecer o desenvolvimento de uma cultura da água, que leve as futuras gerações a adotarem posturas responsáveis na gestão, aproveitamento e uso deste recurso que equivocadamente, muitas vezes, é considerado ilimitado. Muitos livros raros do acervo da Biblioteca Brasiliana Mindlin contam sobre os descobrimentos, o conhecimento, a exploração e os esforços de aproveitamento dos recursos hídricos do país. As águas do Brasil impressionaram os primeiros exploradores que alcançaram extensos rios, como o Amazonas, inspiraram os poetas, foram linha divisória para os engenheiros, fonte de energia, alimentos e vida. É possível imaginar uma vida sem livros? Ou um país sem desenho?  E a vida sem água?  O projeto “Nas águas do Tibagi: a construção do conhecimento sobre os recursos hídricos do Brasil (século XVIII), desenvolvido na Biblioteca Brasiliana entre 2015-2016 que deu origem a ideia de fazer esta exposição para celebrar o dia internacional da água.  Através de algumas peças raras da coleção Mindlin o público poderá acompanhar diferentes iniciativas de valorização das águas do Brasil, desde magníficos poemas, como O Rio, de João Cabral de Melo Neto aos áridos e geniais projetos dos engenheiros do Império que imaginavam juntar em uma só todas as bacias hidrográficas do Brasil ou fazer de seus rios estradas aquáticas que levariam pessoas, cartas e mercadorias para todo o interior do país.