Exposição Livros infantis velhos e esquecidos

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin convida para a abertura da exposição "Livros infantis velhos e esquecidos", a realizar-se no dia 03 de outubro de 2017, às 17h, na Sala Multiuso da Biblioteca.

A exposição ficará aberta para visitação no período de 04 a 30 de outubro de 2017.

O evento é gratuito e aberto ao público.

 

          Ao longo da segunda metade do século XIX, os livros especialmente destinados ao público infantil conquistaram espaço em meio ao movimento de expansão das editoras europeias. Antologias de contos de fadas, obras literárias “adultas” adaptadas para crianças, livros escritos e ilustrados segundo o que se considerava adequado para a jovem audiência, explorando caminhos para encantá-la e, não raro, também educá-la. Coleções em formatos diferentes e livros avulsos na seção que integravam a seção infantil dos catálogos das livrarias ganhavam capas atraentes, gravuras coloridas, tipos de fácil leitura enquadrados em delicadas molduras. As narrativas literárias conviviam com obras com dicas práticas de “coisas para fazer” – cabanas na mata, barquinhos de papel... O próprio livro por vezes apresentava-se como brinquedo, para colorir, para recortar.
          De diversas maneiras, na mala de viajantes, no baú de comerciantes, nos catálogos de livreiros ou nos gabinetes públicos de leitura, muitas dessas publicações chegaram ao Brasil dos Oitocentos, em português, em francês, em inglês ou alemão... Eram livros importados, escritos, ilustrados, traduzidos e editados no exterior.
          Mas não tardaram a despontar, nesse cenário, os primeiros livros para crianças elaborados no Brasil – traduções ou adaptações de obras estrangeiras por escritores aqui estabelecidos e, pouco a pouco, obras escritas por autores nacionais. O Rio de Janeiro, então capital, sede da Corte Imperial até 1889, e depois da nascente República, ocupou um lugar central nessa atividade.
          Os exemplares reunidos nesta exposição revelam algumas das preciosidades oferecidas ao público nesse período. Casas como Garnier, Laemmert, Livraria do Povo e Francisco Alves editavam obras em diversos formatos, aproximando crianças e jovens leitores brasileiros, mesmo que de forma incipiente, de narrativas de grande sucesso na Europa. Seguindo a antiga fórmula docere et delectare, os leitores tinham acesso às ideias mais recentes sobre descobertas científicas e invenções, além de se divertirem com os novíssimos álbuns ilustrados.