SEMINÁRIO SEMANA DE 22: OLHARES CRÍTICOS

De 21 a 24/02/2018. Quarta a sábado, das 14h às 18h.

Valores: R$60,00 (inteira); R$30,00 (Aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante); e R$18,00 (Trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e seus dependentes).

Local: Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo (Rua Dr. Plínio Barreto, 285, 4º andar - prédio da Fecomércio SP - Bela Vista - São Paulo - SP) 

Maiores informações no site centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/semana-de-22-olhares-criticos

 

Programa

A Semana de Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, em fevereiro de 1922, configura-se como um dos mais importantes “lugares de memória” (Pierre Nora) da história cultural brasileira. Momento (estratégico) de convergência de intelectuais e artistas, para legitimar, no país, a experiência da vanguarda europeia do início do século XX, permaneceu como ícone de embate estético, por empenho de seus principais participantes. 

Ao longo dos anos, foi sendo ressignificada, reinventada, mitificada, apropriada para atender aos mais diversos interesses pessoais ou coletivos. Este seminário pretende reavaliar criticamente o legado da Semana de 22, a partir de múltiplos ângulos interpretativos: artístico, histórico, memorialístico, sociológico, político etc.

O seminário compõe o projeto 3 vezes 22, em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.

21/02 – 14h às 16h 
Memorialismo: história da semana de arte moderna

Em uma visada retrospectiva, pretende-se deslindar as diversas estratégias de construção do sentido e valores culturais da Semana de 22, a partir de relato testemunhal paradigmático de Mário de Andrade, assim como da modelagem memorialística levada a termo por seus mais conceituados historiadores (Mário da Silva Brito e Brito Broca).
Convidados: 
Marcos Antonio de Moraes (IEB-USP) - 
“Mário de Andrade”;
Maria Augusta Fonseca (FFLCH-USP) - “Mário da Silva Brito”; 
João Fábio Bittencourt -
 “Brito Broca”.

21/02 – 16h às 18h 
Personagens, sociabilidades

Tenciona-se colocar em cena personalidades ligadas à Semana de 1922 (artistas, letrados e empreendedores), para se compreender o papel que representaram na configuração da sociabilidade modernista em seus primórdios.
Convidados: 
Carlos Augusto Calil (ECA-USP) - 
“Paulo Prado, fautor da Semana de Arte Moderna”;
Eduardo Coelho (UFRJ) – “Bandeira”;
Mauricio Trindade (Centro de Pesquisa e Formação do Sesc em São Paulo) - “O grupo dos cinco”.

22/02 – 14h às 16h  
Revisitar (criticamente) a Semana de 22

Estudiosos partilham relatos de pesquisas devotadas a apreender a complexidade do momento histórico no qual estava inserida a Semana de 22, a partir da análise de diversas fontes documentais.
Convidados: 
Maria Eugênia Boaventura (Unicamp) - 
“22 por 22”; 
Frederico Coelho (PUC-RJ) - 
“Semana sem fim”; 
Marcos Augusto Gonçalves - 
“A semana que não terminou”.

22/02 – 16h às 18h 
Repercussões regionais da Semana de 22

Evento paulistano, a Semana de 22 repercutiu, ao longo do tempo, em outras regiões do Brasil. Cabe indagar qual a natureza dessa recepção contemporânea (e extemporânea), como se deu o processo de (re)interpretação local dos valores e ideários apregoados pelo movimento modernista?
Convidados:
Sérgio Micelli (FFLCH-USP)  – “Modernismo mineiro”;
Humberto Hermenegildo de Araújo (UFRN) – “O modernismo no Rio Grande do Norte”;
Maria Arminda N. Arruda (FFLCH-USP) – "Literatura de Lucio Cardoso”.

23/02 – 14h às 16h
Artes visuais, espaços

Abordagem crítica da produção artística exibida na Semana de 22, considerando suas raízes e posteriores desdobramentos criativos. Colocam-se em relevo os vínculos entre questões estéticas e de gênero, assim como o tensionamento entre tradição e ruptura, tendo em vista o espaço simbólico no qual teve lugar o evento.
Convidados:
Fernanda Pitta (Pinacoteca) - “Outras modernidades: as artes antes da semana de 22”;
Aracy Amaral (USP) - “Artes plásticas na Semana de 22”;
Paulo Cesar Garcez Marins (Museu Paulista – USP) – “O lugar da Semana esquecido: o Teatro Municipal no patrimônio nacional”.

23/02 – 16h às 18h
Literatura

Avaliação crítica da produção literária no tempo da Semana de 22, bem como a discussão sobre os sentidos da formação dos leitores da literatura de vanguarda. Amplia-se o debate, levando-se em conta a reverberação na atualidade do ideário contestador do movimento.
Convidados:
João Cezar de Castro Rocha (UERJ) - 
“Leituras, leitores”;
Telê Ancona Lopez (IEB-USP) - “Pauliceia desvairada, um livro moderno”;
Ferréz - “Semana viva, ampliada, em toda parte”.

24/02 – 14h às 16h
Música

Pretende-se discutir o lugar da expressão musical na Semana de 22, no que tange aos diálogos entre a produção europeia de vanguarda e as raízes nacionais. Coloca-se em evidência a organização dos espetáculos e a atuação dos músicos participantes neles, valendo-se de documentação conservada em arquivos.
Convidados:
Flávia Toni (IEB-USP) 
- “Música e modernismo na documentação de arquivo”;
Manoel Aranha  Corrêa do Lago – “Modernismo no pré-modernismo”;
Pedro Fragelli – “Mario de Andrade e a música”;

24/02 – 16h 
Músicas apresentadas para piano solo na Semana de Arte de 1922 (Claude Debussy, Erik Satie e Villa-Lobos)

Convidado
Cristian Budu