José e Guita Mindlin

José Mindlin (1914-2010)

Nascido na cidade de São Paulo em 8 de setembro de 1914, José Ephim Mindlin trabalhou como jornalista na redação do Jornal O Estado de S. Paulo desde os 15 anos de idade até se formar em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, da USP, em 1936. Advogou por 20 anos. Em 1950 foi um dos fundadores da empresa Metal Leve, que se tornou uma das maiores empresas no setor de peças automotivas do Brasil. Como industrial, estimulou o desenvolvimento tecnológico e as exportações de manufaturados brasileiros. Foi doutor honoris causa por diversas universidades, inclusive pela USP. José Mindlin foi membro do Conselho Superior da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) de 1973 a 1974; de 1975 a 1976, diretor do Conselho de Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e Secretário da Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, quando estruturou a carreira de pesquisador. Foi também membro de diversos conselhos de entidades culturais, como IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), EDUSP (Editora da Universidade de São Paulo), Conselho Internacional do Museu de Arte Moderna de Nova York e Conselho Diretor da John Carter Brown Library, de Providence, em Rhode Island. Foi membro da Academia Paulista de Letras e, em 2006, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Guita Mindlin (1916-2006)

Nascida em São Paulo, em 1916, Guita Kauffmann tinha 20 anos quando ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Conheceu o estudante José Mindlin e, dois anos depois, casaram-se. Formou-se em Direito em 1940, mas não exerceu a profissão. Interessada em história e literatura, fez cursos de extensão nos anos 1960 e 1970. Grande leitora, sempre zelou pelos livros da biblioteca que formou junto com José Mindlin e com o tempo foi estudando como conservá-los. Visitou bibliotecas, fez cursos no Brasil, na França, na Espanha e na Alemanha e montou um laboratório dentro de casa com a finalidade de cuidar melhor dos livros da biblioteca do casal. Em 1988, juntamente com Thereza Brandão Teixeira, criou a Associação Brasileira de Encadernação e Restauro (ABER), com o objetivo de reunir profissionais ligados à conservação e ao restauro de livros, documentos impressos e manuscritos e à encadernação artesanal, estimulando o interesse pela documentação gráfica.