FRITZ MÜLLER - O Príncipe dos Observadores (Tour Virtual)

Textos críticos

HIPÓCRATES (460 A.C. – 370 A.C.): (MEDICINA QUE CONVÉM A CADA UM)

A obra de Hipócrates é vasta e a autoria dos textos polêmica. Entretanto, superando-se a questão da autenticidade autoral, o conjunto de obras deixado pelo fundador da técnica médica – disponibilizados aqui em 10 volumes –, permanece indelével e surpreendentemente atual. Segundo o autor Charles Lichtenthaeler, “a história da medicina poderia ser resumida como retornos sucessivos a Hipócrates”.

Floreal: uma iniciativa radical

De pequeno formato (15 x 20 cm aproximadamente), com edições variando de 39 a 56 páginas, a revista Floreal apareceu na primavera de 1907, sob a direção do escritor Lima Barreto, para deixar de ser publicada dois meses depois, totalizando apenas quatro números.

Joaquim Norberto de Sousa Silva: poeta, dramaturgo e romancista

Dentre os escritores que adotaram conscientemente a reforma da Niterói (1836), no sentido de assumir o nacionalismo literário como dever patriótico, destaca-se Joaquim Norberto de Sousa Silva (1820-1891), cuja extensa obra incorporou de maneira cabal a divisa da revista: “Tudo pelo Brasil, e para o Brasil”.

Joaquim Norberto de Sousa Silva: historiador, filólogo e musicólogo

Embora Joaquim Norberto tenha transitado pelas áreas da poesia, do teatro e do romance, foi no campo da história onde ele sempre esteve mais à vontade, e no qual investiu seu fôlego de pesquisador aplicado e operoso.

José de Alencar (1829 - 1877), escritos políticos

Dedicada à face política de José de Alencar, esta coleção contém oito obras que o escritor compôs entre 1865 e 1873 sobre as mais agudas questões públicas de seu tempo, desde a Guerra do Paraguai e a escravidão até o uso do Poder Moderador e o sistema eleitoral.

ABOLIÇÃO coleção de panfletos (1883-1887)

Segundo uma leitura corriqueira (e corrida) desse período, seriam obras de importância menor, que tratavam de liquidar uma instituição semimorta desde que a Lei do Ventre Livre dera, em 1871, liberdade aos filhos de escravas nascidos dali por diante.

TRÁFICO NEGREIRO coleção de panfletos (1821-1852)

Um conjunto de recordes desagradáveis associa o Brasil à escravidão. Fomos o país que se envolveu por mais tempo no tráfico negreiro (do século XVI ao XIX), a região que recebeu a maior parte dos africanos escravizados (quase 40% do total), a última nação da América a abolir o cativeiro (1888).

A "Galeria dos brasileiros ilustres": Sisson e a elite imperial

A cena é antológica. Os irmãos gêmeos Pedro e Paulo, protagonistas de Esaú e Jacó (Machado de Assis), descem distraídos pelo centro do Rio e estacam numa loja que vendia gravuras. Pedro, monarquista, cobiça a de Luís XVI; Paulo, republicano, vidra na de Robespierre. Fazem uma improvável pechincha às avessas (para subir o preço), pois nenhum queria seu ídolo mais barato que o do outro.

"Memórias de um sargento de milícias"

Marques Rebelo em Vida e Obra de Manoel Antonio de Almeida (Rio, 1943) narra as circunstâncias em que foram escritas as Memorias de um sargento de milicias: “Até 1852, o Correio Mercantil aparecia aos domingos inteiramente em francês e trazia mesmo no cabeçalho a seguinte indicação: — jornal quotidien paraissant em français Le dimanche seulement —.”

ESCRAVIDÃO coleção de panfletos (1858-1874)

Em uma crônica de março de 1877, Machado de Assis escreveu que a vida pública nos países representativos estava principalmente nas Câmaras. “Quem se não lembra das sessões de 1871? Vida é luta; onde houver oposição, há contraste, há vida”.

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