Textos críticos

Fernão Cardim (1540-1625)

Os conhecidos textos quinhentistas do padre jesuíta português Fernão Cardim, produzidos entre 1583 e 1601 durante sua primeira estadia no Brasil, foram reunidos e publicados em português sob sua autoria apenas em 1925.

Barleus: Oito anos de Nassau no Brasil

Encomendada ao humanista Caspar van Baerle (1584-1648), ou Gaspar Barleus, como veio a ser conhecido no Brasil, a obra Rerum per octennium in Brasilia (História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil) se propunha a narrar – ou enaltecer – os feitos do conde Maurício de Nassau.

Tratado Descriptivo do Brazil em 1587

Apenas no século XIX os dois manuscritos quinhentistas de Gabriel Soares de Sousa, Roteiro Geral com largas informações de toda a Costa do Brasil e Memorial e Declaração das Grandezas da Bahia de Todos os Santos, de sua fertilidade e das notáveis partes que tem, foram reunidos e publicados sob sua autoria.

"Nitheroy, Revista Brasiliense" (1836)

Publicada em Paris, por um grupo de jovens intelectuais brasileiros, e trazendo como lema “tudo pelo Brasil e para o Brasil”, a revista Niterói tem sido apontada como um dos marcos da instauração do Romantismo em nosso país.

Gonçalves Dias (1823‑1864)

Antônio Gonçalves Dias (1823‑1864) nasceu em Caxias, no Maranhão, filho de pai português e mãe cafuza. Estudou em Coimbra, onde obteve o grau de bacharel em Direito em 1844. De volta ao Brasil, exerceu a docência e funções públicas, incluindo a diplomacia na Europa.

Olavo Bilac (1865 - 1918)

O nome de Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918) foi, durante muito tempo, sinônimo de “poeta”. Adorado em vida, venerado no período subseqüente à sua morte, o “príncipe dos poetas brasileiros” apenas a partir de meados de novecentos foi sendo deixado de parte.

Casimiro de Abreu (1839-1860)

Casimiro José Marques de Abreu (1839-1860) parece ter sido o poeta mais popular do seu tempo, dos mais lidos e declamados. É verdade que sua poesia sofre com a repetição excessiva de temas e recursos formais, mas também é verdade que com ele se atinge uma naturalidade de expressão, um aproveitamento da linguagem coloquial que só encontrará equivalente, muito tempo depois, na obra de um Manuel Bandeira.

Augusto dos Anjos (1884-1914)

Um dos mais originais poetas brasileiros, é também um dos mais populares, sendo seu único livro de poemas, acrescido de textos que não figuraram na primeira edição, um dos poucos sucessos de público e de crítica no Brasil.

José de Alencar (1829 - 1877)

Romancista, dramaturgo, crítico, político, jornalista e poeta, Alencar é uma das figuras mais importantes do século XIX brasileiro. Sua obra compreende duas dezenas de livros de prosa ficcional, oito peças de teatro, crônicas, poesia e crítica literária.

Francisca Júlia (1871-1920)

Francisca Júlia publicou quatro livros ao longo da vida. Seu primeiro e mais conhecido é Mármores, de 1895. Nas sequência compôs um volume de versos para crianças, intitulado O livro da infância (1899) e Esfinges (1903). Em 1912, junto com seu irmão, Júlio da Silva, o publicou Alma infantil.

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