Brasiliana Iconográfica

Desde 2022, a BBM contribui para o enriquecimento da Brasiliana Iconográfica, plataforma virtual que disponibiliza, de forma gratuita, materiais de quatro acervos importantes: o da Biblioteca Nacional, do Instituto Moreira Salles, do Itaú Cultural e da Pinacoteca de São Paulo.

Para saber mais sobre essa parceria, acesse: BBM contribui para acervo do portal Brasiliana Iconográfica.

Clique nos títulos abaixo para ler as matérias completas.


Março

As butiques pitorescas do Rio de Janeiro na obra de Debret

Brasiliana Iconográfica de março

A palavra francesa "boutique" designava um estabelecimento comercial com porta para a rua, que podia ser um armazém, uma loja de tecidos ou até uma farmácia. O conceito de butique como uma loja de roupas e ligado à moda e à sofisticação só foi se impor na França e no Brasil em meados do século XX. O artista francês Jean-Baptiste Debret esteve no Brasil entre 1817 e 1831. Naquela época, já havia por aqui algumas lojas de tecidos, modistas, armarinhos, mas as butiques que figuram na obra Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil são uma sapataria, uma padaria, uma barbearia, um armazém especializado em carne seca, um açougue de carne de porco e o mercado do Valongo, onde pessoas escravizadas eram vendidas.


A luta das mulheres para criar o Convento de Santa Teresa

Brasiliana Iconográfica Março

Jacinta Rodrigues Aires, nascida no Rio de Janeiro em 1715, lutou para conseguir estabelecer no Brasil o primeiro convento feminino de Carmelitas Descalças, dedicado à santa espanhola Teresa D'Ávila. Ela deixou a casa de seus pais em 1742 determinada a se dedicar à vida religiosa. Conseguiu que o então governador Gomes Freire de Andrade mandasse iniciar, em 1750, a construção de um convento no até então nomeado morro do Desterro, que viria a se chamar morro de Santa Teresa. Jacinta enfrentou o bispo diocesano D. Fr. Antônio do Desterro Malheiros, que não via com bons olhos sua devoção e apresentou denúncias contra ela na Inquisição de Lisboa. Ela morreu como beata, em 1768, sem ver seu convento reconhecido, o que só aconteceria nove anos depois.


Fevereiro

A renovação da pintura de paisagem por Henri-Nicolas Vinet

Brasiliana Iconográfica/ fev

O pintor francês Henri-Nicolas Vinet desembarcou no Rio de Janeiro em 1856 e continuou a pintar paisagens en plein air, ao ar livre, como fazia nos arredores de Paris, tornando-se um dos protagonistas da renovação do gênero da paisagem no Brasil. A partir de 1860, o artista decidiu deixar a cidade e passar períodos em florestas próximas para pintar em contato direto com a natureza. Vinet conquistou muitos admiradores entre a burguesia brasileira que começava a colecionar arte.


A resistência e sustentabilidade da arquitetura indígena

Brasiliana Iconográfica/ fev

A carta do escrivão Pero Vaz de Caminha e as xilogravuras do livro do aventureiro alemão Hans Staden deram aos europeus uma ideia de como viviam os povos originários do chamado Novo Mundo, mas suas habitações, construídas com materiais naturais e consideradas primitivas, não despertaram o interesse dos colonizadores e exploradores que percorreram o Brasil a partir de 1500. Apesar de toda a destruição causada por eles, a arquitetura nativa se adaptou e sobreviveu nas terras indígenas e hoje, diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e ambientais, seu aspecto sustentável chama atenção.


Janeiro

As diferenças na moda entre as duas mulheres de D. Pedro I

Brasiliana Iconográfica/ jan

A princesa Leopoldina (1797-1826), primeira mulher de D. Pedro (1798-1834), chegou ao Brasil em 1817, nove anos depois de a corte portuguesa ter se mudado para o país, em 1808, quando trouxe inúmeras novidades, entre elas o conceito de moda. Antes disso, mesmo a população mais endinheirada que vivia na colônia tinha pouco acesso a revistas que já existiam na Europa, lojas de vestuário e tecidos finos ou modistas


“A conquista do território brasileiro pelas galinhas”

brasiliana iconografica janeiro

O Brasil é hoje o terceiro maior produtor e o maior exportador de frangos do mundo. As primeiras galinhas domésticas chegaram ao Brasil no início do século XVI a bordo das caravelas de Pedro Álvares Cabral (1467-1520) e de outros colonizadores. Essa espécie de ave (Gallus domesticus) é nativa do sudeste da Ásia e teria chegado à Europa por volta do século VI a.C. e então trazida para cá. Sua sobrevivência em solo brasileiro deve-se sobretudo à recepção que tiveram pelos povos indígenas.”