Brasiliana Iconográfica

Desde 2022, a BBM contribui para o enriquecimento da Brasiliana Iconográfica, plataforma virtual que disponibiliza, de forma gratuita, materiais de quatro acervos importantes: o da Biblioteca Nacional, do Instituto Moreira Salles, do Itaú Cultural e da Pinacoteca de São Paulo.

Para saber mais sobre essa parceria, acesse: BBM contribui para acervo do portal Brasiliana Iconográfica.

Clique nos títulos abaixo para ler as matérias completas.


Maio

A sobrevivência das espécies na terra dos papagaios

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Os papagaios, assim como as araras e os periquitos, todos da família Psittacidae, têm o cérebro mais desenvolvido do que o de outras aves e a capacidade de imitar diversos tipos de som, inclusive a fala humana. Abundantes no Brasil e adotados como animais de estimação pelos indígenas, que também usavam suas penas como ornamentos e sua carne como alimento, chamaram logo a atenção dos colonizadores que batizaram o território de "terra dos papagaios". Essas aves se tornaram desde o século XVI uma das principais vítimas do tráfico de animais e, nos últimos séculos, a destruição de seus habitats também contribuiu para seu desaparecimento na natureza.

Figuras colecionáveis de costumes brasileiros

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O desenhista e cenógrafo brasileiro Joaquim Lopes de Barros Cabral Teive foi aluno da primeira turma da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba). Ele publicou entre 1840 e 1841, com seu amigo litógrafo Frederico Guilherme Briggs, o álbum Costumes Brazileiros com 50 estampas que podiam ser compradas avulsas e se tornaria referência para muitos artistas que vieram depois. Mais da metade delas têm como protagonistas homens e mulheres escravizados que dominavam as ruas do Rio de Janeiro exercendo as mais diversas atividades profissionais.


Abril

Alfred Martinet, muitas atividades e um mistério

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O pintor e litógrafo francês Joseph Alfred Martinet chegou ao Rio de Janeiro em 1841, época em que muitos artistas decidiram tentar a sorte no Brasil atraídos pelos incentivos de D. Pedro II e da Academia Imperial de Belas Artes. Como era costume, Martinet recorreu a anúncios em jornais para se tornar conhecido por aqui e passou a trabalhar na casa litográfica de Heaton & Rensburg, além de dar aulas de desenho em casa. Publicou um álbum com paisagens do Rio de Janeiro em homenagem a D. Pedro II, pintou e vendeu retratos de pessoas importantes da corte, fez litografias que acompanhavam partituras e "registros de santos", imagens religiosas de grande formato que tinham muita procura.

Teatros destruídos e remanescentes do Brasil

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O teatro surgiu no Brasil ainda no período da colonização com os autos catequizadores que os jesuítas apresentavam para os indígenas em praças, igrejas e ruas. Somente no final do século XVIII começaram a ser construídos espaços próprios para as encenações teatrais, as chamadas casas de ópera. Entre os teatros que podemos ver na Brasiliana Iconográfica, o Teatro de Santa Isabel, no Recife, inaugurado em 1850, teve melhor sorte e est&aacut e; em funcionamento até hoje.


Março

As butiques pitorescas do Rio de Janeiro na obra de Debret

Brasiliana Iconográfica de março

A palavra francesa "boutique" designava um estabelecimento comercial com porta para a rua, que podia ser um armazém, uma loja de tecidos ou até uma farmácia. O conceito de butique como uma loja de roupas e ligado à moda e à sofisticação só foi se impor na França e no Brasil em meados do século XX. O artista francês Jean-Baptiste Debret esteve no Brasil entre 1817 e 1831. Naquela época, já havia por aqui algumas lojas de tecidos, modistas, armarinhos, mas as butiques que figuram na obra Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil são uma sapataria, uma padaria, uma barbearia, um armazém especializado em carne seca, um açougue de carne de porco e o mercado do Valongo, onde pessoas escravizadas eram vendidas.


A luta das mulheres para criar o Convento de Santa Teresa

Brasiliana Iconográfica Março

Jacinta Rodrigues Aires, nascida no Rio de Janeiro em 1715, lutou para conseguir estabelecer no Brasil o primeiro convento feminino de Carmelitas Descalças, dedicado à santa espanhola Teresa D'Ávila. Ela deixou a casa de seus pais em 1742 determinada a se dedicar à vida religiosa. Conseguiu que o então governador Gomes Freire de Andrade mandasse iniciar, em 1750, a construção de um convento no até então nomeado morro do Desterro, que viria a se chamar morro de Santa Teresa. Jacinta enfrentou o bispo diocesano D. Fr. Antônio do Desterro Malheiros, que não via com bons olhos sua devoção e apresentou denúncias contra ela na Inquisição de Lisboa. Ela morreu como beata, em 1768, sem ver seu convento reconhecido, o que só aconteceria nove anos depois.


Fevereiro

A renovação da pintura de paisagem por Henri-Nicolas Vinet

Brasiliana Iconográfica/ fev

O pintor francês Henri-Nicolas Vinet desembarcou no Rio de Janeiro em 1856 e continuou a pintar paisagens en plein air, ao ar livre, como fazia nos arredores de Paris, tornando-se um dos protagonistas da renovação do gênero da paisagem no Brasil. A partir de 1860, o artista decidiu deixar a cidade e passar períodos em florestas próximas para pintar em contato direto com a natureza. Vinet conquistou muitos admiradores entre a burguesia brasileira que começava a colecionar arte.


A resistência e sustentabilidade da arquitetura indígena

Brasiliana Iconográfica/ fev

A carta do escrivão Pero Vaz de Caminha e as xilogravuras do livro do aventureiro alemão Hans Staden deram aos europeus uma ideia de como viviam os povos originários do chamado Novo Mundo, mas suas habitações, construídas com materiais naturais e consideradas primitivas, não despertaram o interesse dos colonizadores e exploradores que percorreram o Brasil a partir de 1500. Apesar de toda a destruição causada por eles, a arquitetura nativa se adaptou e sobreviveu nas terras indígenas e hoje, diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e ambientais, seu aspecto sustentável chama atenção.


Janeiro

As diferenças na moda entre as duas mulheres de D. Pedro I

Brasiliana Iconográfica/ jan

A princesa Leopoldina (1797-1826), primeira mulher de D. Pedro (1798-1834), chegou ao Brasil em 1817, nove anos depois de a corte portuguesa ter se mudado para o país, em 1808, quando trouxe inúmeras novidades, entre elas o conceito de moda. Antes disso, mesmo a população mais endinheirada que vivia na colônia tinha pouco acesso a revistas que já existiam na Europa, lojas de vestuário e tecidos finos ou modistas


“A conquista do território brasileiro pelas galinhas”

brasiliana iconografica janeiro

O Brasil é hoje o terceiro maior produtor e o maior exportador de frangos do mundo. As primeiras galinhas domésticas chegaram ao Brasil no início do século XVI a bordo das caravelas de Pedro Álvares Cabral (1467-1520) e de outros colonizadores. Essa espécie de ave (Gallus domesticus) é nativa do sudeste da Ásia e teria chegado à Europa por volta do século VI a.C. e então trazida para cá. Sua sobrevivência em solo brasileiro deve-se sobretudo à recepção que tiveram pelos povos indígenas.”